Anomalias mais frequestes nas coberturas com telha ceramica |   Noticias de Tejas Cobert

 ANOMALIAS MAIS FREQUENTES NAS COBERTURAS COM TELHA CERÂMICA

21-03-2014

O desrespeito pelas boas práticas na construção de uma cobertura, pode levar ao surgimento de anomalias graves no seu desempenho futuro., sendo estas as mais frequentemente detectadas.

  1. INCLINAÇÃO INSUFICIENTE DA COBERTURA

A falta de inclinação pode originar problemas de escoamento das águas pluviais, podendo mesmo comprometer a estanquidade das telhas e originando infiltrações.

Também a acumulação de lixos pode ter origem neste factor. Por isso, de acordo com a zona geográfica e tipologia da telha, as inclinações mínimas da cobertura devem ser respeitadas. 

Também a excessiva inclinação da pendente pode originar um problema, caso as telhas não sejam devidamente fixadas ao suporte.

Neste caso, os ventos fortes podem originar deslocamento e queda das telhas.  

(ver tabelas de inclinação mínimas em cada modelo de telha ) 

  1. DEFICIENTE VENTILAÇÃO

A falta de ventilação numa cobertura, é actualmente uma das principais razões de muitas anomalias detectadas nas coberturas. A circulação de ar é fundamental para o bom funcionamento das telhas, pois precisam de ventilação para se manterem inalteradas face à exposição que sofrem ao longo dos anos.

A falta de ventilação origina, normalmente os seguintes problemas:

    • Descasque das telhas por acção dos ciclos gelo-degelo.
    • Aparecimento de musgos e verdetes
    • Surgimento de condensações
    • Degradação de outros materiais acessórios aplicados na cobertura.

 

  1. SOBREPOSIÇÃO INSUFICIENTE

Por vezes não são respeitados os indicadores de recobrimento das telhas, como nº de peças por m2, ou mesmo o valor de distância entre ripas. Esta má pratica, leva a um consequente mau encaixe das telhas, podendo originar deficiências no seu encaixe e problemas de infiltrações comprometendo a sua estanquidade.

O habitual “esticar” o encaixe das telhas para as tornar mais rentáveis, é um exemplo desta prática.

  1. APLICAÇÃO EXCESSIVA DE ARGAMASSAS 

É bastante comum, nas zonas de remate das coberturas ou nas cumeeiras, serem utilizadas argamassas como solução para a fixação dos elementos do telhado Desta forma, os aplicadores convencem-se que estão a evitar futuras infiltrações, no entanto isso não é verdade. A utilização excessiva deste elemento junto das telhas dificulta a ventilação e secagem das mesmas, originando a retenção de humidades na cobertura. Normalmente, esta pratica leva ao aparecimento de plantas, musgos e na cobertura. A argamassa também é susceptível de fissurar ao logo do tempo, levando assim à abertura de fendas. Consequentemente serão criadas condições para a infiltração de humidade.

Fonte: «Manual de Aplicação de Telhas Cerâmicas» – APICER/CTCV/Inst. da Construção