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 RECOMENDAÇÕES BÁSICAS DE APLICAÇÃO DE TELHA CERÂMICA

21-03-2014

Zonas Climáticas

O estabelecimento de limites para as inclinações mínimas admissíveis em coberturas de telhado, de acordo com as exigências de estanquidade e tomando em linha de conta o tipo de telha utilizado, a estrutura de suporte da cobertura, a localização geográfica e as condições locais de exposição a que está sujeita, constitui um problema, hoje em dia facilmente ultrapassado.

A divisão do território nacional em zonas que apresentam uma certa uniformidade climática, permitiram a atribuição a essas zonas de valores mínimos recomendáveis para a inclinação das coberturas.

Zonas Climáticas

Zona 1

Zona caracterizada por apresentar fracas taxas de pluviosidade e de baixas altitudes. Das três zonas consideradas, é aquela que apresentando características mais amenas, permite a realização de coberturas com as mais baixas inclinações do país. Poderá ser utilizado qualquer modelo de telha.

 Zona 2

Zona caracterizada por englobar as regiões situadas a média altitude ou onde se registam as quantidades medianas de pluviosidade. Esta zona, além das restantes regiões não abrangidas pelas outras duas zonas, inclui ainda toda a faixa costeira numa profundidade de 10 quilómetros. Poderá ser utilizado qualquer modelo de telha. 

Zona 3

Zona caracterizada por apresentar elevadas taxas de pluviosidade e/ou altas altitudes. Esta zona é aquela onde se devem tomar os maiores cuidados na escolha da inclinação da cobertura. Os arquipélagos dos Açores e da Madeira encontram-se incluídos nesta zona. Aconselha-se a utilização dos modelos das gamas Lógica e Telhasol MG. 

Cálculo de Ripado

Os suportes das coberturas – ripado – são os elementos construtivos em contacto directo com as telhas, que lhes servem de apoio, asseguram o seu posicionamento e transmitem à estrutura as acções sobre elas exercidas.

O espaçamento do ripado (ou bitola) corresponde à distância entre as ripas, que é o comprimento livre de uma telha (mais uma vez uma ripa) quando vista pelo interior da cobertura.

Fórmula para cálculo do ripado:

se L - l ≤ 15cm P = (L + l) / 20

se L - l > 15cm P = (l + 7) / 10

 

Calculo do ripado

 Como regra de boa prática construtiva, válida para qualquer tipo de telha, só se deve marcar e construir o ripado após a recepção em obra do material a aplicar. 

Utilização de Argamassas

Na montagem de uma cobertura, a quantidade de argamassa a utilizar deve ser a mínima indispensável para a fixação de telhas e acessórios, por forma a não prejudicar a ventilação da mesma.

As argamassas simples de comento não devem ser empregues, por conduzirem a uma rigidez excessiva das ligações, com risco de fissuração.

Recomenda-se o emprego de argamassas de cal, com 250 a 350 kg de cal hidráulica por m3 de areia seca, e argamassas bastardas com 150 kg de cimento e 175 a 225 Kg de cal por m3 de areia seca. Composições diferentes poderão ter utilização regional sancionada pela experiência.

A cal deve ser hidráulica, natural ou artificial.

A areia deverá corresponder às exigências correntes para o fabrico de argamassas e betões nomeadamente deverá isenta de impurezas (substâncias argilosas, sais e matéria orgânica) que prejudiquem a sua resistência ou aspecto ou que contribuam para o aparecimento de eflorescências.

Os adjuvantes eventualmente utilizados, por exemplo para melhorar a plasticidade, aderência ou para reduzir os riscos de fissuração, não devem provocar a degradação dos materiais com que estão em contacto.

Os corantes eventualmente utilizados devem ser compatíveis com os ligantes e a sua dosagem deve estar compreendida entre 5 a 7% da massa de cimento.

É importante tomar precauções para não manchar a cobertura.

Critérios de Montagem de um pano de telha

Uma vez construído o ripado e tendo-se assegurado que a distância entre ripas é sempre a mesma em toda a cobertura, pode finalmente proceder-se à colocação das telhas. Esta operação inicia-se pelo canto inferior direito da vertente com o assentamento de uma fiada horizontal, da direita para a esquerda e de seguida por uma fiada vertical de baixo para cima. As restantes telhas colocam-se por fiadas verticais sucessivas, como representado na figura.

Para que o alinhamento das telhas se vá mantendo correcto à medida que o telhado se vai desenvolvendo, é conveniente verificar a esquadria de 5 em 5 fiadas com o auxílio de uma régua. 

 

 Ventilação

Para que uma cobertura seja realizada com total respeito pelas condições de utilização é sempre conveniente prever uma ventilação adicional que complete a que é providenciada pelo jogo dos encaixes das telhas.

A ventilação da face interior das telhas tem como função permitir a evaporação da água por elas absorvida, resultante da ocorrência de chuva e assim garantir que o telhado cumpra a sua principal função, que é a de ser completamente estanque e impermeável. Uma das formas mais simples de assegurar essa ventilação consiste no emprego de telhas de ventilação: dispondo de orifícios, providenciam as zonas necessárias para a saída e entrada de ar, de e para a cobertura.

 

Ventilação

De modo a optimizar a renovação de ar e garantir a sua circulação em toda a área da cobertura, deve a sua distribuição ser feita criteriosamente. Assim, para a entrada de ar se efectivar, as telhas de ventilação devem ser dispostas ao longo de uma fiada próxima do beirado, realizando-se a saída por outras colocadas estrategicamente numa fiada próxima da linha de cumeeira. É ainda de referir que a primeira fiada deve ter maior número destas telhas especiais do que a segunda.

 

Ventilação

Ventilação

Sempre que a estrutura da cobertura seja construída em laje, deve-se executar, como medida complementar, interrupções no ripado de modo a facilitar a circulação de ar ao longo de toda a cobertura.

Fonte: «Manual de Aplicação de Telhas Cerâmicas» – APICER/CTCV/Inst. da Construção